sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Internet! ♥


Começo apenas por salientar que isto não é uma carta de despedida ou uma carta em que eu simplesmente falo mal de vocês ou retalio as razões que nos levaram a ser o que somos, cada relação da forma de cada relação. Conheci-vos a todos no mundo que prometia ser maravilhoso apelidado de Internet, apeguei-me a cada um de vocês. Conheci um mundo de possibilidades, um mundo que eu conseguia finalmente controlar, um mundo em que eu era o senhor. Adicionei cada ser a quem me refiro, comecei por escrever um "Olá, tudo bem?" e cerca de meses foi o tempo necessário para cada relação destas evoluir, confiança, apego, sentimentos nutridos e muitas vezes que não soube aproveitar. Apenas quando me chamaram viciado percebi, percebi que eu não conseguia mais colocar contacto com uma pessoa desconhecida sem um ecrã a separar-nos. É verdade, viciei-me porque mais uma vez defendo que aquele era o "meu" mundo, criei percepções que jamais alguém entenderá, sentimentos que foram destruídos pela presença de erros, erros esses que não deveriam ser feitos mas a fraqueza foi mais forte, (desculpa Pedro), senti o que senti quando conheci a pessoa mais maravilhosa deste modo, o modo da Internet, (foi um prazer CatarinaSofia), guardei pessoas que chamaria para sempre e mais de metade delas desapareceu sem eu querer mas no fim percebi que os melhores são os ultimos a partir, (amo-te Soraia Castro), percebi mais uma vez então que aqui, na Internet, nada acaba apenas é substituido, sim, substituido porque encontrei mais uma vez uma pequena que me chateia mas eu chateio tambem, (o sentimento é grande Celina), mas escrevi não para ser mais um texto em que falo de vocês foi para esclarecer que tenho medo, medo de que estas relações não passem disso mesmo, relações virtuais. Tenho e sinto o medo , aquele que não me deixa entrar num comboio para ir ter com vocês, sinto tambem o afastamento de cada um de vocês, percebi então que nenhuma destas relações são constantes, nem eu o sou. Realizei na minha ideia um sentimento duradouro com cada um dos nomeados mas afinal nada se pode ter como garantido e é apenas por isso que o sentimento de receio teve de sair hoje porque eu amo-vos acima de tudo, um amor controverso é verdade mas sentido e acho que sem estas relações estranhas não era o que sou hoje, um atrofiado do cérebro. Obrigado e desculpem lá qualquer coisa, tinha de o dizer! Lamento. CristianoMoura!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"verdade dos sentimentos"


Encontrava-me a correr, como faço todos os dias, a ouvir música e ao mesmo tempo noutro local, num local que me trazia as mais diferenciadas memórias, até que começou a chover e eu continuei a praticar desporto, as minhas lágrimas confundiam-se com as gotas de chuva que se encontravam na minha face, quando me cruzei com pessoas rebaixei-me, baixei os olhos para simplesmente não levar com perguntas de "Que se passou Cristiano?". Continuei a correr até chegar ao ponto mais alto da terriola onde vivo, vi então que tudo com chuva parecia melhor, a tremer com frio e a olhar o céu, a levar com gotas de chuva na cara as memórias voltaram e percebi que nestes 18 anos apenas algumas coisas, talvez as mais importantes, valeram a pena, não consegui sequer nomear nomes ao chorar, queria referir o porquê de me terem deixado e só me saiam vogais confusas com adjetivos, confusos com parágrafos apenas saiam as letras iniciais que bastavam para perceber que afinal o melhor mesmo era esquecer o que se passou e não tentar perceber razões de tais acontecimentos, mas a realidade é que não, não quis que isso acontecesse assim, quis sorrir e mais uma vez olhei para o céu a ouvir música e comecei a correr, de novo me cruzei com pessoas e o mesmo ritual fiz, percebi então que o melhor era voltar para casa para esquecer um bocado do que se passara, mas ao voltar para as quatro paredes em que me escondo eu vi o cavalo da vizinha a saltar perto de mim e percebi que ele estava feliz por estar livre e eu invejei aquele ser durante momentos e perguntei-me o porquê de não poder sorrir como aquele animal, o porquê de não puder saltar livremente então percebi que o orgulho é o meu forte, que o amar as minhas decisões são o meu decalábro, concretizei que tudo o que decidi para mim estava errado ou talvez antecipado demais, pensei puder viver sem aqueles seres que deixei no passado mas a realidade é que não posso e agora pergunto-me o que fazer para melhorar esta situação e apenas ouço um silêncio irritante que apenas são as gotas da chuva a continuar a cair, chorei e continuo a chorar ao escrever isto, chorei e vou chorar por pessoas da minha vida que vão ficando pelo caminho mas a vida é assim e afinal o sentimento continua todo cá. Agradeço todo o sentimento mutuo, todos os sorrisos, telefonemas e crises existenciais que tivemos juntos porque só cada um de vocês sabe do que falo, até mais. CristianoMoura!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pais! ♥


Foram 17 anos de convivencia, 17 anos de companheirismo, 17 anos de carinho e compreensao, 17 anos de mais, vejo isto como uma pausa! Desde o primeiro minuto de vida que me viram, vocês formaram um carinho por mim e eu sempre vos visualizei como protecção, ombro amigo, conselheiros, sempre que me virava a chorar, corria pró quarto pra vocês não verem, lembram-se, lembram-se de quando andava a atirar almofadas no meu quarto porque tinha passado do 4º ano pró 5º e teria que abandonar a minha professora, aquela que tinha prometido ficar comigo pra sempre, lembram-se quando escrevi um bilhete "Mãe, Pai, fugi, sempre soube que vocês fizeram tudo pra me fazer feliz mas acho que já não conseguem mais e por isso eu vou embora. Obrigado", colei na porta do meu quarto e passado 30 minutos a minha irmã me encontrou no sotão, lembram-se como se riram de mim mais tarde e eu no fim só chorava porque tinha tido essa estupida ideia, são tantas lembranças, tantos momentos, são aqueles momentos passados com os heróis de uma vida, porque vocês não voam, não se esticam, não se transformam em pedra, mas têm o poder de ser um escudo de protecção nos mais dificeis momentos, têm o talento de me limpar as lagrimas, têm o dom do abraço, o dom do beijo, o dom da palavra. Oh pai, lembras-te: "Quando tinha a tua idade a escola ensinava-nos, agora voces so brincam", a maneira como eu me sentia ofendido com isto, só de lembrar todas as nossas estupidas discussões dá-me vontade de interromper as lagrimas que caem neste momento e mandar uma gargalhada pró ar, até o fazia mas e se os vizinhos me chamam de doido e te vão contar? Oh mãe a conversa de ontem, aquela em que quase que começas-te a chorar e eu a chorar logo a seguir a ti, depois como quem não quer a coisa, abracei-te e disse a rir "Gosto de ti mãe", é a realidade porque bem lá no fundo, eu amo-vos, amo aquele sentimento que me apodera sempre que há uma despedida entre nós, o sentimento que me faz questionar se aquela lei que diz que os bébes não sabem se os pais voltarão, será que isso é so mesmo uma lei dos bébes, eu tambem o sinto porque gosto de voces, vão fazer falta mas no fim sei que retornarão e ai eu direi "Ainda bem que regressaram.".
Saudade é o sentimento que agora me preenche, até já pais, até daqui a uns meses!
CristianoMoura

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O fim de um romance!


Simplesmente mais um romance escrito que teve um fim trágico não como o célebre conto do Romeu e Julieta, mas um final trágico para o protagonista que esperou pela sua princesa como esta se haveria prometido a ele. O amor parecia que ia durar, o amor, aquele amor que ele sentia desde o inicio do romance até ao fim que foi nuns prematuros 7 meses depois, 7 meses depois daquela história de làgrimas, de sonhos, de promessas, de palavras trocadas mas nunca cumpridas, heis que surge o fim, surge o fim deixando-me, sim a mim, lavado em lágrimas, com ela no pensamento e não saber o que fazer, passou-se mais de um ano que a conhecia e mais de 8 meses que me apaixonei, que me deixei levar pelo fruto do amor, aquele sentimento que sem aviso prévio simplesmente nos deixa sem a minima vontade de viver quando termina, o sentimento pelo qual dei tudo mas não recebi nada, o sentimento, aquele sentimento, aquele que me deixa de cara pálida, de coração parado, aquele sentimento que nada mais me deixa fazer a não ser sobreviver neste mundo de homicidas loucos. Fico sentado a ver as tuas fotos, aquelas que me restam, fico sentado a ouvir a música que me faz lembrar de ti, a musica que canta que tudo o que sei acerca do amor e da dor o devo a ti porque o melhor que me deste foi o que mais custou, obrigado pelo coração partido. Casas-te, sim é uma realidade mas no fundo ainda não me esqueci de ti porque ainda me lembro de quando me ligas-te e dizes-te que ele não significava nada, lembro-me de ti a chorar e a pedir com as mãos unidas a pedir pra te ir buscar, lembro-me da proposta que me fizes-te e na qual te chamei de louca, tudo isso porque o amor foi grande mas como todos os mais belos romances da literatura internacional esta paixão teve de morrer pra dar luz outros romances talvez não tão bonitos mas decerteza mais sentidos, porque no fundo sei que não te irei esquecer mas jamais te amarei, porque "voltar para ti, JAMAIS", tudo porque te amei Amable Sucena.
Cristiano Moura.

sábado, 11 de junho de 2011

Eternity (...)


Há a passada profecia de quem ama não esquece, talvez por uma irreverência minha mas amei e esqueci, amei de tal forma que as lágrimas pareciam acido, de tal maneira a querer arrancar o próprio coração pelas dores intensamente sentidas, à maneira de querer correr, voar, pular, a ponto de talvez ser levado na asa de avião, amei e por isso sofri, fiz sofrer, cantei, sorri, dancei, pulei de alegria, houve um fim definitivo. Houve então um recomeço perfeito da maneira trapalhona com que costumo lidar com situações stressantes, sorri e chorei, li e escrevi, dancei e cantei, quando menos esperei houve de novo beijos e agora namoramos ao ponto de amar, ao ponto de não saber definir o que é o sentimento nutrido, sentimos o que sentimos sem exclusão de hipóteses, sem excluir nada do que possa ser, pode ser o mais brilhante sentimento como o mais obscuro segredo, vivências que ultrapassamos juntos porque o sentimento fala sempre mais alto, beijos trocados com sabor a perfeição, abraços dados que me colam a ti e que dificilmente me separam, porque apesar do que aconteceu continuamos fortes como no primeiro dia, o primeiro olhar, o primeiro beijo, continuamos como começamos no meio do Atlântico, sabemos que amamos e não há mais medo do demonstrar, não há mais o pensar de incerteza, há sempre o sentimento de sentir, o sentimento que colocamos à frente de tudo, de todos e de qualquer coisa, há aquilo que me cola um sorriso na cara e me faz dançar, sonhar, cantar contigo no pensamento, porque não és apenas namorada, és a musa dos meus dias e o brilho das minhas noites. Amor é pouco pro que quero transmitir, por isso digo que fico sem palavras, apenas "Pra sempre" chega pra demonstrar. Our feeling is for eternity! *.*
Beatriz Simões, Cristiano Moura. <3

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"...Só ouvi pássaros..."


Foram meses de pura angústia, de indecisões, de não saber o que fazer, meses em que a minha mentalidade esteve bloqueada para decisões de extrema importância. Foram mensagens trocadas, mensagens essas que juravam sentimento, mensagens que punham a nu o que sentíamos quando postos lado-a-lado, o que sentíamos quando olhares, carícias, toques, quando tudo isto era trocado nos corredores da escola. Tivera pensamentos de várias maneiras para realizar o pedido, pensamentos cinematográficos em que chegaria ao pé de ti com todos os teus amigos em volta e te beijaria loucamente e tu aceitarias e continuavas, pensamentos de serenatas na porta da sala de aula, pensamento de cartas enviadas. Mas não, depois de mensagens recebidas do passado eu tomei a iniciativa e com uma música na mente eu vi-te a olhar pra mim e pensei, "Porque não agora?", chamei-te e o teu andar ao ritmo da melodia mental que escutara era o momento perfeito, o teu balançar de cabelos ao sol, fomos falar num canto (o melhor que consegui arranjar), conversa vai e conversa vem ocorre-me a ideia de pronunciar "Queres ter uma relação comigo?" aí tu dizes-te que sim e porque não um beijo nesse momento? Beijamo-nos e não foi apenas um beijo, foi O beijo, o beijo que dizem que nos leva à lua e que ouvimos sininhos, eu só ouvi passaros mas o efeito deve ser igual porque o que aqui está em questão não é o que ouvi, o que senti mas o que senti, sinto e sentirei e disso posso ter eu a certeza de que será amor, porque não és só uma namorada, és aquela que me dá o espaço e a que recebes o teu espaço e por isso e por mais eu digo que amo-te, que quero estar contigo MUITO tempo.
-"Amor, pra sempre?"
-"Sim, pra sempre."
Amo-te, ontem, hoje e amanhã porque como disse não há preocupação com nada logo que te tenha do meu lado. Amo-te Beatriz. s2'

terça-feira, 3 de maio de 2011

Frases queimadas.


Houve o levantar de uma caneta e o início da escrita de uma literatura invulgar, quase que como se o vento levanta-se a mão ia escrevendo suavemente, com imagens tuas na mente, houve o sentido de escrever o que sentira, então escrevi letras, palavras, frases, tudo o que eu sentira estava ali a ficar exposto, qualquer ser humano podia arrancar-me aquele esboço da mão e ler, ler e gozar com a quantidade de sentimento que ali estava impresso, então no fim de escrever nada mais me ocorreu senão andar rapidamente até à lareira ali perto acesa, com a folha na mão deixei cai-la lentamente, deixei cair lentamente a folha como se ela gritasse um porquê de merecer tal castigo, revivi o teu olhar, o teu toque, o teu andar, tudo em míseros segundos, os segundos em que a chama consumia as frases, em que a folha ia ficando castanha, em que o fogo se tornara azul devido ao químico da tinta da caneta, revivi tudo e foi então nesse preciso momento que uma gota de água me caiu no braço, uma gota de água salgada que me escorrera pela face, deambulei pelo corredor afora agarrando-me ás paredes com medo de cair, de desfalecer, tamanha era a dor sentida naquele momento, chegando ao meu quarto cai repentinamente no conforto da minha cama, encolhi-me todo pondo os joelhos no peito quase como que uma armadura, a música tocava e as lágrimas iam caindo no ritmo certo, olhei para o tecto e fiquei hipnotizado, passado cerca de minutos, sentei-me no rebordo do meu colchão tagarelando a letra da música, levantei-me e comecei juntando novos passos a uma coreografia já antiga, quando havia o tempo de quedas era difícil levantar porque o pensamento passageiro era de fraqueza, era de não conseguir superar tal prova, mas levantei-me dançando no total 4 músicas, com o suor nos pés descalços e frios do chão cai fora de tempo e fiquei ali abismado a olhar o branco pintado do tecto e imaginei um fim que me consumiria, o fim que chegaria se não tomasse uma atitude, e até hoje sinto o choque de bater com a cabeça no chão porque a saudade não mata mas magoa, sinto-me como morto naquele local, sinto que o meu corpo continua adormecido banhado no suor!
CristianoMoura