sábado, 11 de junho de 2011

Eternity (...)


Há a passada profecia de quem ama não esquece, talvez por uma irreverência minha mas amei e esqueci, amei de tal forma que as lágrimas pareciam acido, de tal maneira a querer arrancar o próprio coração pelas dores intensamente sentidas, à maneira de querer correr, voar, pular, a ponto de talvez ser levado na asa de avião, amei e por isso sofri, fiz sofrer, cantei, sorri, dancei, pulei de alegria, houve um fim definitivo. Houve então um recomeço perfeito da maneira trapalhona com que costumo lidar com situações stressantes, sorri e chorei, li e escrevi, dancei e cantei, quando menos esperei houve de novo beijos e agora namoramos ao ponto de amar, ao ponto de não saber definir o que é o sentimento nutrido, sentimos o que sentimos sem exclusão de hipóteses, sem excluir nada do que possa ser, pode ser o mais brilhante sentimento como o mais obscuro segredo, vivências que ultrapassamos juntos porque o sentimento fala sempre mais alto, beijos trocados com sabor a perfeição, abraços dados que me colam a ti e que dificilmente me separam, porque apesar do que aconteceu continuamos fortes como no primeiro dia, o primeiro olhar, o primeiro beijo, continuamos como começamos no meio do Atlântico, sabemos que amamos e não há mais medo do demonstrar, não há mais o pensar de incerteza, há sempre o sentimento de sentir, o sentimento que colocamos à frente de tudo, de todos e de qualquer coisa, há aquilo que me cola um sorriso na cara e me faz dançar, sonhar, cantar contigo no pensamento, porque não és apenas namorada, és a musa dos meus dias e o brilho das minhas noites. Amor é pouco pro que quero transmitir, por isso digo que fico sem palavras, apenas "Pra sempre" chega pra demonstrar. Our feeling is for eternity! *.*
Beatriz Simões, Cristiano Moura. <3

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"...Só ouvi pássaros..."


Foram meses de pura angústia, de indecisões, de não saber o que fazer, meses em que a minha mentalidade esteve bloqueada para decisões de extrema importância. Foram mensagens trocadas, mensagens essas que juravam sentimento, mensagens que punham a nu o que sentíamos quando postos lado-a-lado, o que sentíamos quando olhares, carícias, toques, quando tudo isto era trocado nos corredores da escola. Tivera pensamentos de várias maneiras para realizar o pedido, pensamentos cinematográficos em que chegaria ao pé de ti com todos os teus amigos em volta e te beijaria loucamente e tu aceitarias e continuavas, pensamentos de serenatas na porta da sala de aula, pensamento de cartas enviadas. Mas não, depois de mensagens recebidas do passado eu tomei a iniciativa e com uma música na mente eu vi-te a olhar pra mim e pensei, "Porque não agora?", chamei-te e o teu andar ao ritmo da melodia mental que escutara era o momento perfeito, o teu balançar de cabelos ao sol, fomos falar num canto (o melhor que consegui arranjar), conversa vai e conversa vem ocorre-me a ideia de pronunciar "Queres ter uma relação comigo?" aí tu dizes-te que sim e porque não um beijo nesse momento? Beijamo-nos e não foi apenas um beijo, foi O beijo, o beijo que dizem que nos leva à lua e que ouvimos sininhos, eu só ouvi passaros mas o efeito deve ser igual porque o que aqui está em questão não é o que ouvi, o que senti mas o que senti, sinto e sentirei e disso posso ter eu a certeza de que será amor, porque não és só uma namorada, és aquela que me dá o espaço e a que recebes o teu espaço e por isso e por mais eu digo que amo-te, que quero estar contigo MUITO tempo.
-"Amor, pra sempre?"
-"Sim, pra sempre."
Amo-te, ontem, hoje e amanhã porque como disse não há preocupação com nada logo que te tenha do meu lado. Amo-te Beatriz. s2'

terça-feira, 3 de maio de 2011

Frases queimadas.


Houve o levantar de uma caneta e o início da escrita de uma literatura invulgar, quase que como se o vento levanta-se a mão ia escrevendo suavemente, com imagens tuas na mente, houve o sentido de escrever o que sentira, então escrevi letras, palavras, frases, tudo o que eu sentira estava ali a ficar exposto, qualquer ser humano podia arrancar-me aquele esboço da mão e ler, ler e gozar com a quantidade de sentimento que ali estava impresso, então no fim de escrever nada mais me ocorreu senão andar rapidamente até à lareira ali perto acesa, com a folha na mão deixei cai-la lentamente, deixei cair lentamente a folha como se ela gritasse um porquê de merecer tal castigo, revivi o teu olhar, o teu toque, o teu andar, tudo em míseros segundos, os segundos em que a chama consumia as frases, em que a folha ia ficando castanha, em que o fogo se tornara azul devido ao químico da tinta da caneta, revivi tudo e foi então nesse preciso momento que uma gota de água me caiu no braço, uma gota de água salgada que me escorrera pela face, deambulei pelo corredor afora agarrando-me ás paredes com medo de cair, de desfalecer, tamanha era a dor sentida naquele momento, chegando ao meu quarto cai repentinamente no conforto da minha cama, encolhi-me todo pondo os joelhos no peito quase como que uma armadura, a música tocava e as lágrimas iam caindo no ritmo certo, olhei para o tecto e fiquei hipnotizado, passado cerca de minutos, sentei-me no rebordo do meu colchão tagarelando a letra da música, levantei-me e comecei juntando novos passos a uma coreografia já antiga, quando havia o tempo de quedas era difícil levantar porque o pensamento passageiro era de fraqueza, era de não conseguir superar tal prova, mas levantei-me dançando no total 4 músicas, com o suor nos pés descalços e frios do chão cai fora de tempo e fiquei ali abismado a olhar o branco pintado do tecto e imaginei um fim que me consumiria, o fim que chegaria se não tomasse uma atitude, e até hoje sinto o choque de bater com a cabeça no chão porque a saudade não mata mas magoa, sinto-me como morto naquele local, sinto que o meu corpo continua adormecido banhado no suor!
CristianoMoura

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pensamento sequencial


Entre passos, passadas, passinhos de dança, entre a música contagiante, entre os palreios da letra, entra no momento exacto a brisa, num cenário cinematográfico fiquei eu a pensar na vida, a pensar o porquê de tudo, o porquê de nada, o porquê de decisões, o porquê de incertezas, comecei a pensar e a tentar obter respostas, fiquei com o olhar inundado, o saco lacrimal queria despachar o que o enchia, de repente sem aviso prévio sinto uma vibração directa do meu bolso, tiro o telemóvel, leio a mensagem recebida e choro, choro por não conseguir mais aguentar o pensamento que esta dor me trazia, rastejei o meu corpo, divagando algumas das mais célebres profecias sentei-me no frio, enferrujado, decadente ferro fundido da ponte, sentei-me, tirei as chinelas e coloquei as pernas para fora do gradeamento, agarrei-me àqueles ferros na horizontal pintados de branco, combinando com a areia gélida colocada no chão, e gritei, gritei, gritei e gritei até que percebi que ninguém me ouvia, ninguém me viera salvar da depressão enrolada em mim, ninguém viria sequer perguntar o que se passara para aquele meu estado, senti a frieza das pessoas que passavam ao olhar para mim como quem menospreza, como quem diz que não sirvo para nada, consegui erguer-me agarrado ás paredes de ferro, ergui-me e avancei, passo a passo, consegui chegar ao fim do que parecia uma caminhada infindável, ao fim de uma dezena de passos olhei para trás e vi as mesmas pessoas, as mesmas faces a pedir socorro com o olhar, continuei o meu caminho sem sequer estender uma mão de apoio, continuei e encontrei belezas que não vira, jamais sentiria que aquilo poderia estar ali, consegui precentir que tudo era perfeito no momento em que me baixei ao nível dos olhos das flores e em que aquele aroma me entrou nas narinas, senti que tudo aquilo não devia acabar então sentei-me no chão, quase me deitei a olhar o céu, ali na sombra e o sol ali tão longe, a maior estrela do Universo não me conseguia alcançar, pensei onde estaria o calor abraçador que fora prometido, perguntei onde estaria todo o suor que me fora destinado, levantei-me e sem mais nem menos segui o meu caminho, de novo uma vibração na qual me concentrei conseguindo ser quase atropelado, fugi daquele local que me queria tanto mal, a sete pés, cheguei a casa e sentei-me no chão ouvindo a música que no mesmo dia me trouxera duas vezes o mar ao olhar, levantei-me e estendi o pé e aí começou a criação de mais uma sequência de movimentos a que costumo chamar de dança, senti cada queda, pirueta, passo ou movimento no meu coração, o suor finalmente chegou até mim e escorreu pela minha face, deitei-me no chão na posição de pernas partidas e suspirei um sim, um sim de agrado por ter feito o que fiz (...)
Cristiano!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Espécie de sentimento descoberto


Aparição quase santa de algo pela qual já mendigava à cerca de meses, foi o teu aparecimento. Houve a sensação de sonhar, a sensação de olhar nos teus olhos e esfregar os meus, houve a minimalista realidade de um toque, olhares trocados, silêncios compatíveis, alturas medidas, foi o estar lado a lado como sempre houve o sonho de tal, foi o querer haver o abraço prometido mas a vergonha fez-me retroceder. Não houve a vergonha de um abraço mas a vergonha do pensamento seguinte. Saber que havia algo que nos puxava para estarmos juntos recordou-me de todas as conversas, de todos os medos, de todas as realidades já vividas por ambos. 10 minutos, 10 minutos que pareceram horas, que pareceram não querer acabar. O sol brilhava atrás de ti, a relva reluzia, era sim o momento perfeito para algo que parecia um romance escrito pelo mais célebre dos escritores, foi o olhar para uma realidade ali tão perto de mim. Foi o sentir perfeição do meu lado. Sim, foi a realidade de submissão, foi o pensamento de te querer dar tudo no menor tempo possível. Não parei de pensar o resto da tarde no que se passara, não parei de pensar que tudo tivera sido um sonho, não parei de ouvir as músicas que me foram destinadas e que as lágrimas me puxaram ao olhar, foi o sentir que estavas no meu cérebro, foi o sentir que apesar da distância estavas do meu lado, foi o sentir o meu tocar no teu ombro e o haver um choque que como uma interligação me fez perceber o coração com batidas aceleradas, o ar custara mais a respirar. Foi um sentimento tão bom, como atrás descrito foi o acontecimento de um sentimento novo, como quem diz, "quando tinha 15 anos senti que nada podia acabar, que tudo era perfeito contigo do meu lado, aos 15 anos, parecias tudo". Foi a reestruturação do que já era meu, foi o melhorar de uma empatia.
Cristiano!

quarta-feira, 30 de março de 2011

E houve uma recuperação


Foram umas férias como não há igual, foi o que desejei para o meu primeiro amor de verão, mas não, não se ficou por aí. Era capaz de ser uma relação de um dia mas avançou para dois, para três, para duas semanas e quando chegamos ao nosso lar a chama terminou, os teus beijos não eram recebidos da mesma maneira, não sabiam ao mesmo, quando te beijava pensava "Estou a beija-la, a ela?". Compreende, eras a minha pequena, o meu par nas danças, eras a trapalhona engraçada que eu tanto gostava de abraçar, tocar no cabelo, sorrir, fazer caras engraçadas para tu sorrires tambem. Criamos laços que não se criam antes de namoros, antes de beijos que juram a eternidade, criamos os laços que ambos queriamos mas que se apoderaram de nós. Sim, fui preso pelo que criei e gostei enquanto durou, lá, gostei e gosto de recordar. Quando tudo voltou, naquele salão, naquele jantar, naquela noite, naquele bar, quando houve de novo a compatibilidade inicial, sentaste-te de novo no meu colo, houve de novo olhares envergonhados, danças cumplices, abraços que perdoravam anos, séculos até. Houve desejo de beijo e houve a realização de tal, houve o que não havia à meses, houve o que acabou, houve e foi um prazer inexplicavel, ter-te de novo so minha, quando me perguntas-te nos dias seguintes o que fazer, não quis assumir qualquer relação na escola, não quis e já expliquei o porque, já expliquei que no fim de contas estava nada mais nada menos que só a cuidar da tua sanidade mental, disse com todas as palavras que sentia saudades tuas, mas quando foi dito a frase em que tocava nas palavras tu e sofrer houve um silêncio da tua parte que até agora perdura, não consigo mais sentir de novo o aproximar de um afastamento, como já disse quero as festinhas, quero beber do teu lado, quero sorrir contigo, quero que tudo volte ao antes, pouco antes, ao momento da noite, em que havia holofotes direccionados a nós e nós nos beijamos, quero de novo o que foi nosso, sabes que não esqueci a Amable mas quero esquece-la, peço ajuda como já pedi e não prometo eternidade feliz, mas prometo que enquanto isto existir serás feliz, farei tudo para tal efeito, porque afinal de contas, isto passou e passa milhares de vezes na escala de atracção. És muito e muito mais que essa palavra, és tu quem me apetecia abraçar neste preciso momento. Sabes bem quem és! Cristiano!

quarta-feira, 16 de março de 2011

E a mudança realizou-se!

Foram-me feitas perguntas:
-"Não há mais Cristiano?"
-"Quando posso ler o próximo?"
-"Não vais escrever mais naquele blog?"
Foram todas respondidas, com a sua resposta correcta. Não posso disser que a desistência não me passou pela cabeça, afinal a inspiração foi-se embora, o que era eu desapareceu, não senti necessidade de demonstrar a mais ninguem o que estava a sentir, pensei bem e pensei, e cheguei talvez à errada resposta de que as pessoas que liam estes textos eram nada mais nada menos que fãs de histórias de romance, histórias de rejubiliação, de sorrisos a toda a hora, de nunca choro despropositado, de nunca o choro maturo. Queriam que parecesse Pedro Nascimento, com os seus livros de romance, aqueles livros que sonho em ler, os livros que tanta gente em todo o mundo fez chorar, 'Amor impossivel, amor possivel', 'A làgrima (...)', foram livros que desde que ouvi o pronunciar das letras do título não mais parei de pensar em ler, em chorar conforme tantos já o tinham feito. Mas sim, voltei a escrever, não posso deixar ser quem sou só porque uma relação chegou ao fim, uma relação abusiva, uma relação em que tudo era mentira, constatei o facto de que o meu amor passou, o meu sentimento foi (des)nutrido, senti a capacidade de um "Chega!" senti aquela sede de sucesso, senti que ninguem me podia parar, senti que o meu coração ganhara a força inicial, então gritei, gritei até me doerem as cordas vocais, gritei a chorar e nunca mais parei, não parei pelo motivo de liberdade, de me fazer ouvir, de agradecer a quem me ajudou, sim chorei muitas vezes e havias pessoas lá para mim, chorei para mais tarde recordar o que consegui conquistar/ perder, mas tudo o que me fez bem, consegui sim separar o choro do resto dos sentimentos, consegui sim separar a tristeza do amor, consegui sim não sentir ciúme, sim, sim, sim. Tudo o que me foi desafiado eu ultrapassei metas e rios a nado de problemas, consegui conseguir. Não, não choro, não grito, não olho para os ceús e chamo por ti, não cheiro a relva e penso em ti, não já não são mais as janelas da sala de aula o cenário perfeito para a minha memória, soletrar e brincar com o teu nome, mas são sim palco de risos, de momentos, de sentimento de alegria vivido até ao ultimo minuto, é sim a amizade restituida, sim tudo o que foi dito foi ultrapassado, e SIM, o Cristiano voltou a escrever.
Voltei e voltaria a viver tudo de novo se desse neste magnifico resultado! *.*