terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pais! ♥


Foram 17 anos de convivencia, 17 anos de companheirismo, 17 anos de carinho e compreensao, 17 anos de mais, vejo isto como uma pausa! Desde o primeiro minuto de vida que me viram, vocês formaram um carinho por mim e eu sempre vos visualizei como protecção, ombro amigo, conselheiros, sempre que me virava a chorar, corria pró quarto pra vocês não verem, lembram-se, lembram-se de quando andava a atirar almofadas no meu quarto porque tinha passado do 4º ano pró 5º e teria que abandonar a minha professora, aquela que tinha prometido ficar comigo pra sempre, lembram-se quando escrevi um bilhete "Mãe, Pai, fugi, sempre soube que vocês fizeram tudo pra me fazer feliz mas acho que já não conseguem mais e por isso eu vou embora. Obrigado", colei na porta do meu quarto e passado 30 minutos a minha irmã me encontrou no sotão, lembram-se como se riram de mim mais tarde e eu no fim só chorava porque tinha tido essa estupida ideia, são tantas lembranças, tantos momentos, são aqueles momentos passados com os heróis de uma vida, porque vocês não voam, não se esticam, não se transformam em pedra, mas têm o poder de ser um escudo de protecção nos mais dificeis momentos, têm o talento de me limpar as lagrimas, têm o dom do abraço, o dom do beijo, o dom da palavra. Oh pai, lembras-te: "Quando tinha a tua idade a escola ensinava-nos, agora voces so brincam", a maneira como eu me sentia ofendido com isto, só de lembrar todas as nossas estupidas discussões dá-me vontade de interromper as lagrimas que caem neste momento e mandar uma gargalhada pró ar, até o fazia mas e se os vizinhos me chamam de doido e te vão contar? Oh mãe a conversa de ontem, aquela em que quase que começas-te a chorar e eu a chorar logo a seguir a ti, depois como quem não quer a coisa, abracei-te e disse a rir "Gosto de ti mãe", é a realidade porque bem lá no fundo, eu amo-vos, amo aquele sentimento que me apodera sempre que há uma despedida entre nós, o sentimento que me faz questionar se aquela lei que diz que os bébes não sabem se os pais voltarão, será que isso é so mesmo uma lei dos bébes, eu tambem o sinto porque gosto de voces, vão fazer falta mas no fim sei que retornarão e ai eu direi "Ainda bem que regressaram.".
Saudade é o sentimento que agora me preenche, até já pais, até daqui a uns meses!
CristianoMoura

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O fim de um romance!


Simplesmente mais um romance escrito que teve um fim trágico não como o célebre conto do Romeu e Julieta, mas um final trágico para o protagonista que esperou pela sua princesa como esta se haveria prometido a ele. O amor parecia que ia durar, o amor, aquele amor que ele sentia desde o inicio do romance até ao fim que foi nuns prematuros 7 meses depois, 7 meses depois daquela história de làgrimas, de sonhos, de promessas, de palavras trocadas mas nunca cumpridas, heis que surge o fim, surge o fim deixando-me, sim a mim, lavado em lágrimas, com ela no pensamento e não saber o que fazer, passou-se mais de um ano que a conhecia e mais de 8 meses que me apaixonei, que me deixei levar pelo fruto do amor, aquele sentimento que sem aviso prévio simplesmente nos deixa sem a minima vontade de viver quando termina, o sentimento pelo qual dei tudo mas não recebi nada, o sentimento, aquele sentimento, aquele que me deixa de cara pálida, de coração parado, aquele sentimento que nada mais me deixa fazer a não ser sobreviver neste mundo de homicidas loucos. Fico sentado a ver as tuas fotos, aquelas que me restam, fico sentado a ouvir a música que me faz lembrar de ti, a musica que canta que tudo o que sei acerca do amor e da dor o devo a ti porque o melhor que me deste foi o que mais custou, obrigado pelo coração partido. Casas-te, sim é uma realidade mas no fundo ainda não me esqueci de ti porque ainda me lembro de quando me ligas-te e dizes-te que ele não significava nada, lembro-me de ti a chorar e a pedir com as mãos unidas a pedir pra te ir buscar, lembro-me da proposta que me fizes-te e na qual te chamei de louca, tudo isso porque o amor foi grande mas como todos os mais belos romances da literatura internacional esta paixão teve de morrer pra dar luz outros romances talvez não tão bonitos mas decerteza mais sentidos, porque no fundo sei que não te irei esquecer mas jamais te amarei, porque "voltar para ti, JAMAIS", tudo porque te amei Amable Sucena.
Cristiano Moura.

sábado, 11 de junho de 2011

Eternity (...)


Há a passada profecia de quem ama não esquece, talvez por uma irreverência minha mas amei e esqueci, amei de tal forma que as lágrimas pareciam acido, de tal maneira a querer arrancar o próprio coração pelas dores intensamente sentidas, à maneira de querer correr, voar, pular, a ponto de talvez ser levado na asa de avião, amei e por isso sofri, fiz sofrer, cantei, sorri, dancei, pulei de alegria, houve um fim definitivo. Houve então um recomeço perfeito da maneira trapalhona com que costumo lidar com situações stressantes, sorri e chorei, li e escrevi, dancei e cantei, quando menos esperei houve de novo beijos e agora namoramos ao ponto de amar, ao ponto de não saber definir o que é o sentimento nutrido, sentimos o que sentimos sem exclusão de hipóteses, sem excluir nada do que possa ser, pode ser o mais brilhante sentimento como o mais obscuro segredo, vivências que ultrapassamos juntos porque o sentimento fala sempre mais alto, beijos trocados com sabor a perfeição, abraços dados que me colam a ti e que dificilmente me separam, porque apesar do que aconteceu continuamos fortes como no primeiro dia, o primeiro olhar, o primeiro beijo, continuamos como começamos no meio do Atlântico, sabemos que amamos e não há mais medo do demonstrar, não há mais o pensar de incerteza, há sempre o sentimento de sentir, o sentimento que colocamos à frente de tudo, de todos e de qualquer coisa, há aquilo que me cola um sorriso na cara e me faz dançar, sonhar, cantar contigo no pensamento, porque não és apenas namorada, és a musa dos meus dias e o brilho das minhas noites. Amor é pouco pro que quero transmitir, por isso digo que fico sem palavras, apenas "Pra sempre" chega pra demonstrar. Our feeling is for eternity! *.*
Beatriz Simões, Cristiano Moura. <3

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"...Só ouvi pássaros..."


Foram meses de pura angústia, de indecisões, de não saber o que fazer, meses em que a minha mentalidade esteve bloqueada para decisões de extrema importância. Foram mensagens trocadas, mensagens essas que juravam sentimento, mensagens que punham a nu o que sentíamos quando postos lado-a-lado, o que sentíamos quando olhares, carícias, toques, quando tudo isto era trocado nos corredores da escola. Tivera pensamentos de várias maneiras para realizar o pedido, pensamentos cinematográficos em que chegaria ao pé de ti com todos os teus amigos em volta e te beijaria loucamente e tu aceitarias e continuavas, pensamentos de serenatas na porta da sala de aula, pensamento de cartas enviadas. Mas não, depois de mensagens recebidas do passado eu tomei a iniciativa e com uma música na mente eu vi-te a olhar pra mim e pensei, "Porque não agora?", chamei-te e o teu andar ao ritmo da melodia mental que escutara era o momento perfeito, o teu balançar de cabelos ao sol, fomos falar num canto (o melhor que consegui arranjar), conversa vai e conversa vem ocorre-me a ideia de pronunciar "Queres ter uma relação comigo?" aí tu dizes-te que sim e porque não um beijo nesse momento? Beijamo-nos e não foi apenas um beijo, foi O beijo, o beijo que dizem que nos leva à lua e que ouvimos sininhos, eu só ouvi passaros mas o efeito deve ser igual porque o que aqui está em questão não é o que ouvi, o que senti mas o que senti, sinto e sentirei e disso posso ter eu a certeza de que será amor, porque não és só uma namorada, és aquela que me dá o espaço e a que recebes o teu espaço e por isso e por mais eu digo que amo-te, que quero estar contigo MUITO tempo.
-"Amor, pra sempre?"
-"Sim, pra sempre."
Amo-te, ontem, hoje e amanhã porque como disse não há preocupação com nada logo que te tenha do meu lado. Amo-te Beatriz. s2'

terça-feira, 3 de maio de 2011

Frases queimadas.


Houve o levantar de uma caneta e o início da escrita de uma literatura invulgar, quase que como se o vento levanta-se a mão ia escrevendo suavemente, com imagens tuas na mente, houve o sentido de escrever o que sentira, então escrevi letras, palavras, frases, tudo o que eu sentira estava ali a ficar exposto, qualquer ser humano podia arrancar-me aquele esboço da mão e ler, ler e gozar com a quantidade de sentimento que ali estava impresso, então no fim de escrever nada mais me ocorreu senão andar rapidamente até à lareira ali perto acesa, com a folha na mão deixei cai-la lentamente, deixei cair lentamente a folha como se ela gritasse um porquê de merecer tal castigo, revivi o teu olhar, o teu toque, o teu andar, tudo em míseros segundos, os segundos em que a chama consumia as frases, em que a folha ia ficando castanha, em que o fogo se tornara azul devido ao químico da tinta da caneta, revivi tudo e foi então nesse preciso momento que uma gota de água me caiu no braço, uma gota de água salgada que me escorrera pela face, deambulei pelo corredor afora agarrando-me ás paredes com medo de cair, de desfalecer, tamanha era a dor sentida naquele momento, chegando ao meu quarto cai repentinamente no conforto da minha cama, encolhi-me todo pondo os joelhos no peito quase como que uma armadura, a música tocava e as lágrimas iam caindo no ritmo certo, olhei para o tecto e fiquei hipnotizado, passado cerca de minutos, sentei-me no rebordo do meu colchão tagarelando a letra da música, levantei-me e comecei juntando novos passos a uma coreografia já antiga, quando havia o tempo de quedas era difícil levantar porque o pensamento passageiro era de fraqueza, era de não conseguir superar tal prova, mas levantei-me dançando no total 4 músicas, com o suor nos pés descalços e frios do chão cai fora de tempo e fiquei ali abismado a olhar o branco pintado do tecto e imaginei um fim que me consumiria, o fim que chegaria se não tomasse uma atitude, e até hoje sinto o choque de bater com a cabeça no chão porque a saudade não mata mas magoa, sinto-me como morto naquele local, sinto que o meu corpo continua adormecido banhado no suor!
CristianoMoura

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pensamento sequencial


Entre passos, passadas, passinhos de dança, entre a música contagiante, entre os palreios da letra, entra no momento exacto a brisa, num cenário cinematográfico fiquei eu a pensar na vida, a pensar o porquê de tudo, o porquê de nada, o porquê de decisões, o porquê de incertezas, comecei a pensar e a tentar obter respostas, fiquei com o olhar inundado, o saco lacrimal queria despachar o que o enchia, de repente sem aviso prévio sinto uma vibração directa do meu bolso, tiro o telemóvel, leio a mensagem recebida e choro, choro por não conseguir mais aguentar o pensamento que esta dor me trazia, rastejei o meu corpo, divagando algumas das mais célebres profecias sentei-me no frio, enferrujado, decadente ferro fundido da ponte, sentei-me, tirei as chinelas e coloquei as pernas para fora do gradeamento, agarrei-me àqueles ferros na horizontal pintados de branco, combinando com a areia gélida colocada no chão, e gritei, gritei, gritei e gritei até que percebi que ninguém me ouvia, ninguém me viera salvar da depressão enrolada em mim, ninguém viria sequer perguntar o que se passara para aquele meu estado, senti a frieza das pessoas que passavam ao olhar para mim como quem menospreza, como quem diz que não sirvo para nada, consegui erguer-me agarrado ás paredes de ferro, ergui-me e avancei, passo a passo, consegui chegar ao fim do que parecia uma caminhada infindável, ao fim de uma dezena de passos olhei para trás e vi as mesmas pessoas, as mesmas faces a pedir socorro com o olhar, continuei o meu caminho sem sequer estender uma mão de apoio, continuei e encontrei belezas que não vira, jamais sentiria que aquilo poderia estar ali, consegui precentir que tudo era perfeito no momento em que me baixei ao nível dos olhos das flores e em que aquele aroma me entrou nas narinas, senti que tudo aquilo não devia acabar então sentei-me no chão, quase me deitei a olhar o céu, ali na sombra e o sol ali tão longe, a maior estrela do Universo não me conseguia alcançar, pensei onde estaria o calor abraçador que fora prometido, perguntei onde estaria todo o suor que me fora destinado, levantei-me e sem mais nem menos segui o meu caminho, de novo uma vibração na qual me concentrei conseguindo ser quase atropelado, fugi daquele local que me queria tanto mal, a sete pés, cheguei a casa e sentei-me no chão ouvindo a música que no mesmo dia me trouxera duas vezes o mar ao olhar, levantei-me e estendi o pé e aí começou a criação de mais uma sequência de movimentos a que costumo chamar de dança, senti cada queda, pirueta, passo ou movimento no meu coração, o suor finalmente chegou até mim e escorreu pela minha face, deitei-me no chão na posição de pernas partidas e suspirei um sim, um sim de agrado por ter feito o que fiz (...)
Cristiano!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Espécie de sentimento descoberto


Aparição quase santa de algo pela qual já mendigava à cerca de meses, foi o teu aparecimento. Houve a sensação de sonhar, a sensação de olhar nos teus olhos e esfregar os meus, houve a minimalista realidade de um toque, olhares trocados, silêncios compatíveis, alturas medidas, foi o estar lado a lado como sempre houve o sonho de tal, foi o querer haver o abraço prometido mas a vergonha fez-me retroceder. Não houve a vergonha de um abraço mas a vergonha do pensamento seguinte. Saber que havia algo que nos puxava para estarmos juntos recordou-me de todas as conversas, de todos os medos, de todas as realidades já vividas por ambos. 10 minutos, 10 minutos que pareceram horas, que pareceram não querer acabar. O sol brilhava atrás de ti, a relva reluzia, era sim o momento perfeito para algo que parecia um romance escrito pelo mais célebre dos escritores, foi o olhar para uma realidade ali tão perto de mim. Foi o sentir perfeição do meu lado. Sim, foi a realidade de submissão, foi o pensamento de te querer dar tudo no menor tempo possível. Não parei de pensar o resto da tarde no que se passara, não parei de pensar que tudo tivera sido um sonho, não parei de ouvir as músicas que me foram destinadas e que as lágrimas me puxaram ao olhar, foi o sentir que estavas no meu cérebro, foi o sentir que apesar da distância estavas do meu lado, foi o sentir o meu tocar no teu ombro e o haver um choque que como uma interligação me fez perceber o coração com batidas aceleradas, o ar custara mais a respirar. Foi um sentimento tão bom, como atrás descrito foi o acontecimento de um sentimento novo, como quem diz, "quando tinha 15 anos senti que nada podia acabar, que tudo era perfeito contigo do meu lado, aos 15 anos, parecias tudo". Foi a reestruturação do que já era meu, foi o melhorar de uma empatia.
Cristiano!